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Ladrilho²

Fiquei encantada com esses dois projetos, que embora tenham sido executados por dois escritórios distintos em dois locais distintos, utilizam de um mesmofio condutor: a utilização de ladrilhos em todos os cômodos, enfatizando a continuidade dos espaços e resgatando certas memórias dos moradores.

O primeiro projeto consiste na recuperação de um dos três andares de uma casa que data de 1870 em Albissola Marina, Savona, Itália, liderados pelos arquitetos da Grooppo. O foco está no piso: a proposta de usar os ladrilhos hexagonais em suas mais distintas cores e combinações permitiu uma proposta de desenho para cada cômodo, enfatizando a sucessão de ambientes.

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Olha que imagem simpática que mostra direitinho a divisão dos pisos por ambiente:

Ladrilho_Groppo_Italia_7Já este apartamento está localizado em Gràcia, Barcelona, e tem projeto de reforma assinado pelos arquitetos do Vora Arquitectura. Durante a obra, várias paredes foram retiradas e nem todos os pisos puderam ser aproveitados. Os arquitetos, então, ao invés de alinhar os novos ladrilhos com a nova divisão, optaram por seguir os contornos das antigas paredes, sugerindo o layout que existia anteriormente.

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Muito lindo né?

Fonte: Dezeen aqui e aqui

 

Cobogós

Cobogó: elemento vazado, originalmente feito em cimento, usado em construções para permitir a iluminação e ventilação natural dos ambientes. Seu nome deriva das iniciais dos sobrenomes dos três engenheiros pernambucanos que o inventaram.

Adoro a sonoridade desta palavra e o efeito visual dos seus vazados na arquitetura. E portanto adoro a sua “volta” com força total em releituras supercontemporâneas. O cobogó ressurge atualizado em novos formatos, materiais e cores.

Fachada da Lanchonete da Cidade, em SP, que tem arquitetura inspirada nos anos 50…

 Amei este cobogó com a trama da palhinha!

Um charme esta divisória interna em cobogós esmaltados bem coloridos!

 

 Neste projeto de um restaurante italiano na Cidade do México (La Nonna), criado pelos arquitetos Cherem Serrano, o cobogó, tradicional em cerâmica vermelha,  é o elemento principal e aparece nas paredes e até no teto! O efeito visual é obtido pelo uso dos elementos vazados na frente de superfícies espelhadas, criando um jogo de luz e sombras! Genial!

Li na Arquitetura e Construção Jan.2011 e no Contemporist.

Taschen New York

Quando a Taschen, cultuada editora de livros de design, moda, artes e arquitetura, resolveu abrir livrarias em algumas cidades do mundo, chamou o badalado designer Philippe Starck  para criar suas lojas.

O designer francês foi o autor das livrarias de Paris, Los Angeles, Colônia, Nova York, Londres, entre outras cidades. Estas  lojas têm em comum, além da  área de exposição de livros no andar principal, um espaço que funciona como galeria de arte.

A loja de Nova York, situada no Soho, vale uma visita!!

O que chama a atenção dessa loja são os murais pintados pela brasileira Beatriz Milhazes. Conhecida pelos (belíssimos) quadros repletos de motivos tropicais, a artista plástica levou suas cores para as paredes da livraria!

Achei muito bacana também o desenho dos expositores cujos suportes metálicos parecem “nascer” do piso  em cimento natural!

 

A galeria de arte, no andar inferior, tem pé-direito duplo e iluminação zenital!

Detalhe para o mobiliário (sofá com assento e encosto de palhinha) do também brasileiro Joaquim Tenreiro, acervo do dono da Taschen.

Os mural do fundo da loja é maravilhoso!

E vejam que até o escritório teve uma de suas parede assinada pela Beatriz Milhazes… Um luxo!

Cecal 2011

Assim como os produtos de moda e design são influenciados pela definição das cores que serão tendência a cada ano (como é o caso da definição das paletas do Pantone), profissionais da área de decoração e arquitetura foram contemplados por um dos mais importantes materiais de referência de cores da América Latina, a cartela Cecal.

A cartela Cecal (Centro de Estudos da cor para América Latina), desenvolvida pelo Comitê Brasileiro de Cores, define 30 cores que indicam tendências dos mercados nacional e internacional para os próximos anos, tendo como principal objetivo auxiliar profissionais e consumidores na hora de escolher as cores para seus projetos. Essa é a carteça para 2011:

A Eucatex um dos maiores fabricantes brasileiros de produtos para a construção civil e de tintas e vernizes,  é a nova patrocinadora exclusiva do seu segmento da cartela de cores e o patrocínio acontece não só no setor de tintas imobiliárias, mas também no de painéis de madeira e de pisos laminados. A idéia é harmonizar a coordenação cromática de paredes, pisos e mobiliário!

O bom é que as 30 cores já estão disponíveis no mercado, no sistema tintométrico E-Colors (aquela maquininha que prepara as cores automaticamente, sem risco de alteração no tom e no acabamento selecionados!)!!!!

MoMa Store e Frank Lloyd Wright

Descobri aqui que a loja de design do Museum of Modern Art, de Nova York, chegou ao Rio de Janeiro!!! Segundo li, é um cantinho, um corner da loja Finish do CasaShopping, na Barra da Tijuca. Mas já é algo né?

Eu, que adoro lojinhas de museu, fui dar uma olhadinha no site para ver se achava coisas bacanas e o que mais me chamou atenção foram os produtos com estampas inspirados em desenhos de vitrais feitos pelo arquiteto americano Frank Lloyd Wright.

Neste guarda-chuva, o padrão capta o espírito do desenho dos vitrais nos quais se baseou. O desenho original é de uma borboleta abstrata que Frank Lloyd Wright  concebeu em forma de leque para a entrada da Casa de  Susan Lawrence Dana, de Springfield, Illinois,  em 1902.

Já este é um elegante padrão geométrico de flores e folhas de lírios que flutuam em uma piscina. É uma adaptação de uma janela de chumbo e vidro não realizada, desenhada por Wright no período de 1893 a 1895.

E existe a opção echarpe também! Maravilhosa!

Bom gosto e desenhos super característicos bem ao nosso alcance!

Fotos: MoMa Museum

Casa Puglia

Este projeto do arquiteto Peter Pichler tinha como briefing transformar uma antiga casa de campo, na Itália, em um refúgio contemporâneo.

De forma a integrar a casa com o seu entorno, ele estendeu as aberturas internas em arco até a fachada exterior, de forma a conectar todos os ambientes com os jardins ao redor da casa, além de melhorar a iluminação natural dos mesmos.

A grande sacada do projeto foi a instalação de painéis em alumínio (articulados e perfurados) na frente dos arcos exsitentes, resultando em um visual mais limpo e minimalista.

Estes painéis foram perfurados utilizando um processo com alta precisão de corte-a-água das chapas de alumínio.

Os desenho dos vazados dos painéis foram criados a partir de elementos presentes na arquitetura árabe, muito presente nesta região da Itália. O interessante é que a repetição destes padrões não é homogênea, variando de uma trama mais vazada até uma superfície quase fechada.

Via Dezeen

Fotos: Domingo Milella e Victoria Ebner

Urban Outfitters

Em 1970, Richard Hayne, 23 anos, formado em antropologia, começou a vender roupas com um toque de boemia e coisinhas antigas em uma pequena loja na Filadélfia, Pensilvânia. Com o tempo, seu modesto negócio cresceu para se tornar a Urban Outfitters, uma empresa de capital aberto que possui e opera cinco marcas de varejo: Urban Outfitters, Anthropologie, Free People, Terreno e Leifsdottir. Atualmente, a linha de produtos tem evoluído a partir de inspirações bem humoradas , fofas, vintage, boêmias, retrô e kitsch para incluir marcas de luxo e diversas colaborações de nomes do design.

Em 2004, surgiu a idéia de criar uma espécie de “campus unificado” já que um parque comum de escritórios não era uma opção: Hayne queria um lugar condizente com o espírito das suas mercadorias! Assim, adquiriu cinco prédios abandonados no Philadelphia Navy Yard e contratou o escritório de Minneapolis Meyer, Scherer & Rockcastle para transformar as estruturas abandonadas em um ambiente inspirador para cerca de 600 funcionários.

Os arquitetos tiveram vários princípios orientadores para o projeto de 285 mil metros quadrados, começando por deixar as cicatrizes dos edifícios: aço, pintura e elementos enferrujados permaneceram, e um amplo material foi reutilizado. Outra prioridade foi garantir que cada escritório e estúdio de design promovessem a criatividade. Em todos os cinco edifícios, os interiores possuem layout aberto, são repletos de luz e possuem um ambiente descontraído, uma atmosfera quase informal. Os tecidos são utilizados em larga escala e realmente transmitem o conceito da companhia.

O projeto em si é maravilhoso, que fez uma síntese ultra bem-sucedida entre arte, cultura, arquitetura, design e tecnologia e tem impactado positivamente todo o Navy Yard. Um bairro novo e criativo, com agências de publicidade, designers gráficos e fotógrafos está crescendo ao redor do varejista.

Por essas e por outras que a Urban é a Urban.

Fotos: Reprodução
Mais aqui e aqui.